sexta-feira, 21 de outubro de 2011

LIVRARIA DIFERENTE


LIVRARIA DA VILA

Convido a todos a fazer uma visita a uma livraria diferente. Com design impecável que faz parecer que toda ela é feita de livros. As portas dianteiras, as estantes e as paredes são revestidas do piso até o teto com livros. Procure entender uma livraria que coloca um livro em todo lugar que pode!

Segue o site da Livraria da Vila
E ONDE FICA ESTA LIVRARIA?

Endereço : Alameda Lorena, 1731 - Jardim Paulista
São Paulo - SP - Cep. 01424-002
(11) 3062-1063

Horário de funcionamento
Seg a Sáb: das 10h às 23h
Dom: das 11h às 20h

No número 1.731 da Alameda Lorena, o bairro dos jardins, ganha a Livraria da Vila. A nova unidade da livraria que nasceu em 1985 na Vila Madalena – e que há dois anos abriu filial na Casa do Saber, no Itaim – foi projetada por Isay Weinfeld e terá, além de 130 mil livros, um andar para DVDs e CDs, um café e uma sala para cursos e palestras. 

A livraria fica num dos quarteirões menos agitados da Lorena, entre os restaurantes Z Deli e Piola, onde antes havia uma loja de Fause Haten. Mesmo em obra, já se pode perceber que o espaço combinará quantidade com critério. Não há nada que lembre o estilo “megastore” cada vez mais presente no setor. “Quis dar à livraria um jeito parecido com o dos sebos”, conta Weinfeld, apontando o desalinhamento de algumas das prateleiras, que são de cor marrom escuro (exceto no andar dos infanto-juvenis, onde são brancas). “É uma pseudo-desorganização”, define. Mesas de madeira antigas, de grandes designers brasileiros, serão tomadas por pilhas de livros e luminárias. Sofás com tecido jeans, encaixados entre as estantes, e poltronas espalhadas completam o ambiente “lotado de livros”. 

O aconchego também se verá nos outros andares. No superior, onde ficarão os CDs e DVDs, ao lado de livros sobre esses temas (música e cinema), fica o café, com sete mesas na parte interna e três na externa. No inferior, haverá quatro “buddha begs” – grandes pufes coloridos – para que as crianças sentem e, além de ler, ouçam contadores de histórias. O auditório, com cerca de 50 lugares e vista para um jardim lateral, fica nesse mesmo piso. Toda a tipologia da livraria, ao mesmo tempo prática e refinada, foi desenvolvida por Roberto Cipolla. Os rodapés e caixilhos embutidos, até mesmo dos aparelhos de ar-condicionado, têm a marca do escritório de Weinfeld. 

O estilo de Weinfeld, naturalmente, pode ser reconhecido desde a fachada. O recuo de formas retas, pontuado por uma árvore e um banco à direita, além de um pequeno jardim ao longo do muro oposto; a fachada com um bloco de concreto cinza encimado pelo letreiro em fundo vermelho; e as portas pivotantes, ocupadas como estantes de livros, que ao fechar formam uma ampla vitrine horizontal – esses são apenas alguns elementos característicos. Dentro, além do jogo entre as texturas dos sofás e tapetes com as longas fileiras de livros, vemos também a grande escada sob luz zenital e uma série de detalhes que enriquecem a experiência arquitetônica do visitante. 

O toque mais original fica por conta dos dois vãos que conectam visualmente os andares. Do térreo para o superior, o vão é quadrado e marrom, com as laterais cobertas de livros para cima e para baixo. Do térreo para o inferior, ele é oval e branco, também emoldurado por livros, e dali mesmo já vemos que os elementos curvos distinguem o ambiente infanto-juvenil. 

O que deverá impressionar, mais uma vez em Weinfeld, é que um terreno de 10 por 40 metros se multiplique em três pisos de pé direito médio (diferentemente do que ocorre na Vila Madalena) a ponto de abrigar não só 1,28 km lineares de livros, mas também 12 mil CDs e 3,6 mil DVDs, sem dar a sensação de abarrotamento. Sorte do bairro, sorte da cidade.

FONTE: O Estado de São Paulo 11 de fevereiro de 2007
Nos Jardins, a nova Livraria da Vila

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