segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PRECIOSA: Uma História de Esperança

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PRECIOSA: Uma História de Esperança

Título Original: Precious: Based on the Novel Push by Sapphire
Elenco: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Rodney Jackson, Paula Patton
Direção: Lee Daniels
Gênero: Drama
Estréia: 2009

PREMIAÇÃO
Vencedor de Oscar
- Atriz Coadjuvante
- Roteiro Adaptado

Vencedo do Globo de Ouro
- Melhor Atriz Coadjuvante



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SINOPSE
Ambientado no Harlem, em 1987, a a história de Claireece "Preciosa" Jones, uma garota Afro-Americana de dezesseis anos de idade, que tem uma vida repleta de dificuldades. Abusada pela mãe, violentada por seu pai, ela cresce pobre, analfabeta, gorda, sem amor e geralmente passa despercebida por todos. Após muita luta, dor e impotência, Preciosa começa uma jornada que a levará ao mundo de luz, amor e auto-determinação.

ANÁLISE
O filme retrata de forma realista o pesadelo vivenciado por vítimas de violência em seu próprio lar. Preciosa é uma garota apática, sem amigos e que traz no rosto um semblante sempre fechado.  As cenas em sua casa são sempre escuras, de modo a ressaltar a tristeza e desesperança reinantes. Em contraposição, as cenas imaginadas por Preciosa, em que esta era uma figura famosa, cercada por fãs e bem cuidada, oferecem uma explosão de cores e luz à tela.

Outro aspecto que deve ser ressaltado no filme se refere a sensibilidade com que a rede de fatores de proteção é apresentada a Preciosa  durante a sua trajetória. O filme mostra de forma minuciosa e com uma representação realista as falhas existentes nessa rede de proteção, a começar pela escola de ensino regular, que durante os quase dez anos que Preciosa a frequentou, não conseguiu identificar os sinais e sintomas de vitimização apresentados pela garota, nem mesmo lidar com as dificuldades de aprendizagem enfrentadas por ela.

Outro ponto que merece destaque diz respeito ao fato de que a figura do pai abusador tem seu papel ocultado pela presença da mãe – negligente e perpetradora de violência física, psicológica e sexual em Preciosa. Assim, embora a mãe tenha se apresentado extremamente inadequada e responsável em grande parte pelo pesadelo vivido por Preciosa, é perigoso deixar que esta figura ressalte de modo excessivo encobrindo a relação do pai, o qual se comportava de forma tão inadequada e digna de indigna quanto à mãe conivente com o abuso sexual sofrido pela filha e, portanto, tão ou mais responsável pelo sofrimento da personagem.


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FRASE DO FILME
Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã." (Preciosa)

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